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quarta-feira, 11 de julho de 2018

Vendas de veículos seminovos caem 50% no 1º semestre; os de 4 a 8 anos lideram




Veículos com até 3 anos rodados foram os únicos entre os usados a ter queda no período.

As vendas de veículos seminovos, que têm até 3 anos de uso, fecharam o 1º semestre com queda de 50,9% em comparação com o mesmo período de 2017, mantendo o cenário visto no começo do ano.

Os seminovos foram a única "faixa etária" a apresentar queda, após altas seguidas nos últimos 4 anos.


O volume total de vendas de veículos usados praticamente se manteve, com leve alta de 1,1%, também na comparação com o ano anterior. O que tem acontecido é que os carros mais velhos passaram a ser mais negociados.

Segundo a federação dos revendedores de usados, a Fenauto, os campeões de venda no 1º semestre foram os com 4 a 8 anos rodados ("usados jovens"), somando 2,73 milhões de unidades de janeiro a junho, volume 32% maior que o de 1 ano atrás.



O segundo maior montante foi o dos usados com 13 anos ou mais ("velhinhos"), com 1,49 milhão de unidades negociadas, 29% a mais.

Em terceiro ficaram os seminovos , com 1,37 milhão de vendas, superando apenas os usados de 9 a 12 anos ("maduros"), com 1,2 milhão de unidades negociadas, uma alta de 72% nas vendas, a maior entre os usados.

Ao todo, a venda de veículos usados somou 6,8 milhões de unidades, de acordo com a Fenauto.

Causas da queda

Segundo especialistas ouvidos pelo G1 em abril último, quando já havia forte queda dos seminovos, duas tendências derrubaram as vendas desses veículos:

  • ·                  parte dos clientes passando a procurar veículos mais velhos porque o preço dos seminovos subiu nos últimos anos, com a forte procura;
  • ·                  parte voltando a comprar carro zero


As vendas de carros novos somaram foram 1,16 milhão de unidades de janeiro a julho, 14,5% a mais do que no mesmo período de 2017.


Fonte: G1

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Venda de veículos sobe 14,5% no 1º semestre de 2018, diz Fenabrave


De acordo com a entidade, foram 1.166.663 unidades emplacadas de janeiro a junho, enquanto no ano passado, o número para o mesmo período foi de 1.019.208 veículos vendidos.



A venda de veículos subiu 14,5% no primeiro semestre de 2018, informou a associação das concessionárias, a Fenabrave, nesta terça-feira (3).

Somando automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões, um total de 1.166.663 unidades foram emplacadas de janeiro a junho, enquanto no ano passado, o número para o mesmo período foi de 1.019.208 veículos vendidos.

Alta de 3,7% em junho

No mês de junho, o setor de veículos vendeu 201.987 unidades, o que representa alta de 3,7% em relação a junho de 2017, quando 194.796 unidades foram comercializadas.

No entanto, na comparação com maio, que alcançou 201.870 unidades, a venda ficou estável com um pequeno avanço de 0,06%.



De acordo com a Fenabrave, a Copa do Mundo segurou as vendas em junho. A média diária de vendas de automóveis caiu de 8.975 para 8.743 unidades no primeiro dia de jogo do Brasil (22), o que significa cerca de 5 mil emplacamentos a menos.

No entanto, o maior impacto negativo veio da greve dos caminhoneiros e da queda no índice de confiança dos consumidores, segundo Alarico Assumpção, presidente da entidade. Por isso, as estimativas para este ano foram revisadas.

Projeções revistas

Veja o que mudou:

·         Automóveis: previa crescimento de 13,2%, agora prevê alta de 9,9%
·         Comerciais leves: previa crescimento de 11,6%, agora prevês alta de 8,7%
·         Caminhões: previa crescimento de 10,3%, agora prevê alta de 24,8%
·         Ônibus: previa crescimento de 4,7%, agora prevê queda de 4,1%
·         Motocicletas: previa crescimento de 6,1%, agora prevê alta de 7,7%

Caminhões

O setor de caminhões foi o que apresentou melhor desempenho no primeiro semestre de 2018. No total, foram 32.338 unidades emplacadas de janeiro a junho, registrando crescimento de 50,7% em relação aos primeiros seis meses de 2017.

Segundo a entidade, os dados mostram que o segmento está se recuperando, ainda que a alta seja sobre uma base muito baixa registrada no ano passado.

O movimento é ajudado pelo aumento nos financiamentos, principalmente no Crédito Direto ao Consumidor (CDC), e queda da inadimplência, mesmo com uma previsão de crescimento menor do PIB brasileiro para este ano.

Mais vendidos



Fonte: G1

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Carros que valem a pena comprar usados


Você viu aquele carro novo, atraente, com bom custo de manutenção, seguro barato e valor de revenda interessante, entre outros aspectos. Porém, há uma questão, o preço. Nesse caso, que tal compra-lo usado?



Com a alta frequente nos preços dos automóveis zero km, ter um carro com estes atributos fica cada vez mais proibitivo para muita gente. Mesmo quem pode pagar, acaba buscando a vantagem de ter tal modelo por um valor menor, mesmo que este já esteja rodado.

No mercado de usados, existem várias opções de carros com um bom preço, mas em muitos casos, o valor pode ser atraente demais, porém, o custo de manutenção e seguro são elevados, não compensando quem busca vantagem na compra de um usado.

Os importados são um exemplo, já que possuem depreciação acima da média do mercado, mas apresentam custos bem altos relacionados com a mecânica e o status que o carro tem, aumentando o risco de furto ou roubo.

Na outra ponta, temos os carros mais populares, que possuem depreciação muito baixa e são ótimos para quem não quer perder dinheiro, mas também acrescentam custo de manutenção baixa, embora o seguro não seja tão baixo assim por causa da quantidade em circulação, que igualmente estimula o roubo.

Estes também são econômicos, mas pouco oferecem em termos de desempenho e conforto, passando bem longe de qualquer luxo, que dirá status, algo que muitos procuram no mercado de usados.



Mas que tal encontrar um meio termo? Sim, ele existe na forma de bons carros usados que realmente valem a pena ter na garagem e que especialmente são bons para se adquirir usados. Na busca por um bom automóvel de segunda mão, deve-se levar em conta alguns fatores. O primeiro é o produto em si. Carro é um bem não durável e não custa exatamente pouco. Se é preciso gastar com um automóvel usado, o ideal é que se faça com um carro realmente bom em diversos aspectos.
Não adianta correr atrás daquele popular peladinho com bom valor de revenda, se ele vai te oferecer apenas um transporte básico. Para isso existem agora os aplicativos de transporte pessoal, que podem preencher essa necessidade. Mas, se isso é o necessário, então existem boas opções nesse aspecto no mercado de usados.
Agora, se a opção for mesmo por um carro melhor, mas que cumpra os requisitos de um usado que vale a pena, então existem alguns modelos médios ou mais refinados em termos de qualidade por aí, especialmente de marcas japonesas. Nos tempos em que se precisa também de um carro alto para enfrentar a dureza de nossas ruas, esburacadas e alagadas, um SUV pode ser considerado também e adquirido com bons atributos.

Toyota Corolla




Não dá para falar de carro que vale a pena usado sem falar do campeão do segmento médio e best seller da Toyota no Brasil. O Corolla pode não atrair todos os que buscam um modelo médio, mas sem dúvida ele chama atenção por atributos que vão além de seu estilo. Em geral, é um sedã que vem com um bom conteúdo de fábrica e, geralmente, tem revestimento em couro.
Fora isso, o Corolla possui um bom valor de revenda com baixa depreciação e um preço de venda muito interessante. Robusto, ele é elogiado no mercado por sua mecânica confiável, centradas em motores 1.8 e 2.0, bem como transmissão automática (mesmo sendo de quatro marchas) ou CVT. Por ser um carro simples, tendo até eixo de torção com molas e amortecedores integrados na traseira, o sedã da Toyota não é complicado em termos de manutenção e seu custo é aceitável pela baixa reparabilidade que oferece.
Outro ponto importante é o pós-venda reconhecido mundialmente, que faz da Toyota uma marca com clientes fãs que, com o passar dos anos, apenas troca o ano/modelo do produto. Confortável e espaçoso, o Corolla também é um carro que oferece um custo com seguro aceitável, cerca de 4,1% do valor do carro.
O preço de compra é mais alto que o de seus concorrentes, mas perde-se menos na hora da revenda, algo apregoado pela própria marca e por seus clientes.

Chevrolet Onix





Saindo de um modelo médio, temos um popular. O Onix é atualmente o líder de mercado no Brasil e apresenta algumas características que o fazem valer a pena como usado.
Uma delas é a baixa depreciação, que está abaixo da média do mercado, que é de 8% no primeiro ano. O projeto da GM, apesar de criticado pela segurança, agrada muito o mercado em vários aspectos. Com seguro fica em torno de 5,8% do valor do carro e é um dos menores do mercado.
Outro ponto que conta a favor do Onix é o custo de manutenção baixa e a grande oferta de peças e componentes no mercado de autopeças. Com mecânica simples, o Chevrolet se utiliza de motor de alta idade, mas refinado e que agrada por sua confiabilidade e economia. O modelo como produto apresenta não só um bom estilo, mas também acabamento condizente, incluindo também um bom nível de conectividade, sendo destaque para Android Auto e Car Play.
Em termos de conteúdo, agrega os itens comumente aceitos para a categoria e, de quebra, oferece ainda o câmbio automático de seis marchas. Espaçoso e confortável, o Onix agrada pela condução sem surpresas e desempenho adequado para a proposta.

Hyundai ix35





O SUV da marca sul-coreana é feito no Brasil e mesmo com após oito anos de mercado brasileiro, continua bem atual, especialmente após o facelift local. Tem um bom custo de aquisição. A desvalorização é mais alta que a de modelos mais recentes, mas na última pesquisa, perde 12,2% do valor em um ano (2017). O líder nesse aspecto (HR-V) perde 8,8% no mesmo levantamento.
Além do design atual, o ix35 tem bom espaço interno, porta-malas generoso, bom acabamento e equipamentos condizentes com a proposta, sem contar o conforto e a performance atraente, com seu motor Nu 2.0 a gasolina ou flex, sempre com câmbio automático de seis marchas.
A mecânica já é bem conhecida e confiável, sendo simples em sua arquitetura, o SUV atrai também pelo baixo custo de manutenção e oferta de peças adequada. Em pesquisas de seguradoras, está entre os utilitários esportivos de menor custo nesse aspecto.

sexta-feira, 29 de junho de 2018

Veja quais itens checar na hora de comprar um carro usado de 9 e 12 anos de idade




O mercado de usados é dinâmico. Segundo a associação das revendedoras (Fenauto), a venda de seminovos (aqueles carros com até 3 anos de uso) caiu, enquanto a venda dos carros entre 9 e 12 anos de idade subiu.

Porém, a aquisição de carros mais rodados exige cuidado redobrado.

São veículos com a quilometragem entre 100 mil e 150 mil km. Aqui não há dúvidas de que o estado deste carro dependerá dos antigos proprietários, tanto em relação ao cumprimento das manutenções periódicas, como a forma de uso. Cabe até aquela famosa frase “me diga com quem andas e te direi quem tu és”.
Geralmente, veículos que rodam em estrada costumam estar em melhores condições do que aqueles que rodam apenas em centros urbanos. Mas não podemos generalizar.

Se está de olho em um carro com essa idade, vamos ao que importa. Você tem que focar nos itens mais significativos, pois eles vão dizer efetivamente quanto vale o carro que você está comprando.

Esqueça risquinhos na pintura, manchas no banco, tabela Fipe. O valor de um carro com alta quilometragem está relacionado muito mais ao estado geral de conservação do que propriamente ao ano/modelo.

É preciso fazer um pente fino no motor, câmbio e suspensão.



Esses itens, caso necessitem de manutenção pesada, podem deixar sua situação financeira comprometida, principalmente se sua ideia for financiar parte do valor do bem.

Começando pelo motor, puxe a vareta do óleo e verifique se está no nível. Se estiver com o nível baixo, “cartão amarelo”. O consumo de óleo frequente (mais de um litro por mês) é um grande indicador de motor cansado.

Verifique também se o óleo não está esbranquiçado, este é um sinal de que a água do sistema de arrefecimento está contaminando o lubrificante, e talvez exija uma retífica de cabeçote. Motor falhando e a fumaça cinza azulada no escapamento é o golpe de misericórdia. Pule fora do negócio!



Se o câmbio for manual, a verificação é a seguinte: Com o carro parado, acelere até 2 mil rotações por minuto. Preste atenção nos ruídos de rolamentos, pise na embreagem e perceba se eles diminuem a ponto de você dizer “nossa, que alívio”.

Quando os rolamentos estão ruins, o barulho incomoda. Porém, ao pisar no pedal de embreagem, eles param de girar, indicando que eles são os causadores do ruído.

Faça diversos testes de rodagem, em diversas condições de piso e inclinação, para ver se nenhuma marcha escapa. Se possível, pegue o começo de uma estrada, e veja se não há zunidos em velocidades acima de 80km/h. Tudo isso pode ser indicativo de problemas.



Um carro com cerca de 130 mil km também pode possuir uma caixinha de surpresas chamada câmbio automático.

Se o vendedor possuir notas fiscais indicando a troca de óleo, a probabilidade de ter problema é menor do que um câmbio mecânico.

Agora, se o antigo proprietário nunca trocou o óleo desse cambio, você vai se sentir sentado em uma mesa de roleta de um cassino. Alguns poucos fabricantes indicam a troca do óleo do câmbio com mais de 100 mil km. A grande maioria recomenda a troca a cada 40 mil km. Consulte o manual.



Suspensão cansada a gente percebe andando com o carro, não adianta enfiar a cabeça de baixo do carro, dificilmente quem não é do ramo consegue identificar alguma coisa errada.

Comprar um carro com quilometragem mais alta sem dar uma volta é dar chance para o azar.

Na hora do test-drive, nada de avenidas com asfalto liso. Procure ruas com buracos, valetas, lombadas e fique atento aos ruídos.



Na checagem final, verifique as luzes do painel como airbags, ABS e luz da injeção. Não caia na conversa de “gasolina suja”. Pode até ser verdade, mas não feche o negócio enquanto o painel não estiver com todas as luzes apagadas.

Aliás, o fato de não ter nenhuma luz acesa, não significa necessariamente que está tudo em ordem. Para não ficar com algum problema lá na frente, você pode solicitar que o sistema seja checado através de um scanner. Se houver alguma informação de anomalia armazenada no módulo, ela aparecerá.

Se você ainda não se sente seguro em comprar o carro, procure um mecânico para auxilia-lo. O custo de uma assessoria é muito pequeno quando comparado ao prejuízo que você pode ter com uma compra malfeita.


Fonte: G1